
A deficiência visual é caracterizada por uma situação irreversível de perda total ou parcial da visão que, mesmo com tratamento clínico ou cirurgias, tem sua resposta visual reduzida ou inexistente. Dentre as causas da perda de visão podemos destacar doenças infecciosas, acidentes, ferimentos, envenenamentos, tumores, doenças gerais e hereditárias.
Existem diferentes graus de resposta visual sendo que a perda pode ser leve, moderada, severa ou ausência total da percepção do campo de visão. Com isso, ao longo dos anos foram realizadas inúmeras pesquisas e estudos que vieram a classificar a deficiência visual em três categorias: os cegos, os portadores de visão parcial e os de visão reduzida.
Os primeiros têm ou não apenas a percepção da luz e precisam do método braille ou de meios de comunicação que não estejam relacionados a visão, como softwares que facilitam o acesso a internet e a leitura de textos; no caso do segundo tipo de deficiência, os indivíduos têm limitações da visão à distância, mas são capazes de ver os objetos a uma distância mínima; e os portadores de visão reduzida podem ter o problema corrigido por cirurgias ou pelo uso de lentes específicas.
Uma pessoa pode desenvolver a deficiência visual ao longo de muitos anos e mesmo assim não ter a perda total da visão. Dentro dos parâmetros estabelecidos para a deficiência visual, ainda existem dois grupamentos que diferenciam os três tipos acima citados: a perda da acuidade visual, onde o indivíduo enxerga a uma determinada distância, e a diminuição do campo visual, que seria a amplitude da área de visão.
Dentro desta situação podemos encontrar pessoas com vários graus de visão residual onde os danos visuais vêm a prejudicar o desenvolvimento de atividades rotineiras. É importante atentar para isso e observar como é possível aperfeiçoar o acesso e o desenvolvimento de novas rotinas.
Em termos gerais, a cegueira é a perda total ou resíduo mínimo de visão que leva o indivíduo a precisar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita, além de outros recursos existentes e equipamentos específicos para o seu desempenho.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa é considerada cega se obedece a um dos critérios seguintes: a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ver a 20 pés (6 metros) ou se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior de 20 graus, considerando que uma pessoa sem perda de visão enxerga a 200 pés (60 metros).
Baixa visão é a alteração da capacidade funcional da visão decorrente de vários fatores. Esta deficiência tem como características a baixa intensidade visual, redução e sensibilidade que interfere ou limita o campo de visão. Pessoas com visão subnormal têm acesso à informação por meio de impressos com letra ampliada e equipamentos específicos.
Segundo a OMS, o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/ 18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ ou execução de uma tarefa.