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Avanço na alfabetização de deficientes visuais

É preciso retratar um pouco da história de vida de Louis Braille para que se possa entender como ele chegou ao método revolucionário que possibilitou a alfabetização de inúmero deficientes visuais ao redor do mundo é preciso relatar um pouco sobre a sua vida e como a sua deficiência se desenvolveu. 

Com apenas três anos de idade, em 1812, Louis Braille feriu-se em um dos olhos quando brincava na oficina do pai. Após um tempo, a infecção que se gerou a partir daquele acidente progrediu, passou ao outro olho e ele ficou completamente cego.  Seu pai começou então a pesquisar sobre as possibilidades para que ele pudesse ser educado de acordo com as suas necessidades. A partir daí, ele chegou a Instituição Real dos Jovens Cegos, dirigida por Valentin Hauy que defendia o princípio de que a educação dos cegos não devia ser diferente da dos videntes.

Em 1819, Braille deu entrada na Instituição onde estudou e leu livros impressos através do sistema de caracteres ordinários desenvolvido pelo diretor da escola na expectativa de que as letras pudessem ser percebidas e auxiliasse na construção de frases. Entretanto, este método não alcançou o resultado desejado.

Depois de muitas tentativas com outros métodos de escrita para cegos,  em 1829, o sistema Braille triunfou.  Este sistema é um processo de leitura por meio de pontos em relevo e que tem sido adaptado a todos os idiomas. Através desse modelo de leitura, os deficientes visuais passaram a ter acesso a todo e qualquer tipo de informação
Na época com 96 sinais, o sistema Braille é um modelo que prima pela lógica, simplicidade e polivalência adaptando-se a todas as grafias e símbolos. Os sinais estão agrupados em nove séries de dez sinais cada e seis suplementares. As quatro primeiras séries correspondem ao sistema que conhecemos atualmente enquanto as demais combinam traços e pontos.

O sistema Braille representou inúmeros avanços e facilidades para a vida dos deficientes visuais. Atualmente com 63 sinais obtidos pela combinação de seis pontos que se agrupam em duas filas verticais e justapostas de três pontos cada, o sistema permite aos cegos a plena compreensão de textos e informações.
Mesmo com o desenvolvimento de novas tecnologias que permitem aos deficientes visuais o acesso a informações do mundo inteiro, como os leitores de tela e os dispositivos de áudio, o sistema Braille nunca irá perder sua importância da história e na educação dos cegos.


NO BRASIL – O sistema Braille começou a ser utilizado no país somente em 1854 por intermédio do jovem José Alvares de Azevedo que havia estudado durante seis anos em Paris e que foi apresentado ao Imperador D.Pedro II, pelo Dr. Xavier Sigaud, despertando nele o interesse para a  possibilidade de educar os cegos.  No mesmo ano foi inaugurado o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant.