
A deficiência visual é caracterizada por uma situação irreversível de perda total ou parcial da visão que, mesmo com tratamento clínico ou cirurgias, tem sua resposta visual reduzida ou inexistente. Tão importante quanto saber que deficiência a pessoa possui é saber qual o grau dessa deficiência. Com as crianças, é importante saber não só exatamente o que ela tem, mas também que lugar isso ocupa no desenvolvimento da sua personalidade.
No caso da deficiência visual existem diferentes graus de perda da visão, que vai desde a redução parcial do campo visual até a cegueira total. No caso das crianças, a mínima percepção de luz ou de vulto pode ser muito útil para a orientação no espaço, movimentação e habilidades de independência. Entretanto, cada criança está sujeita a diferentes estímulos e reage de maneira diferente a eles; mesmo aquelas que têm perda total mostram que o potencial de desenvolvimento não é limitado.
Alguns fatores ajudam aos pais e professores a identificar o problema e a buscar meios de facilitar a vida das crianças. Dentre os sinais que apontam para isso estão: a irritação constante nos olhos; a aproximação do papel junto ao rosto, quando escreve e lê; a dificuldade para copiar bem da lousa à distância; os olhos franzidos para ler o que está escrito na lousa; cabeça inclinada para ler ou escrever, como se procurasse um ângulo melhor para enxergar; tropeços freqüentes por não enxergar pequenos obstáculos no chão; nistagmo (olho trêmulo); estrabismo (vesguice); dificuldade de enxergar em ambientes muito claros.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), no campo educacional a definição diz que são cegas as crianças que não têm visão suficiente para aprender a ler em tinta, e necessitam, portanto, utilizar os demais sentidos no seu processo de desenvolvimento e aprendizagem. As crianças com baixa visão se diferenciam nas possibilidades visuais e embora necessitem aprender a utilizar a visão residual da maneira mais eficiente para suas necessidades, podem também utilizar os mecanismos e sentidos ao mesmo tempo.
Ainda de acordo com MEC, se a criança se torna deficiente visual após os cinco anos de idade, ela já terá desenvolvido praticamente todo seu potencial visual, além de conservar imagens e memória visual. Já as crianças que nascem cegas ou perdem a visão muito cedo terão suas necessidades de aprendizagem diferentes das demais crianças, mas ainda assim vão desenvolver suas habilidades de maneira gradativa.